Este trecho que escrevo hoje é um parêntese na linha de pensamento seguida no texto anterior e é uma reflexão sobre as raízes da nossa natureza reativa, ou seja, porque temos a tendência a esperar o que vem "de cima".
CIDADANIA ATIVA
No Brasil o desprezo ou submissão cega à Lei reflete a (e se reflete na) nossa educação autoritária.
Parece um contra-senso, mas o autoritarismo constrói, por um lado, indivíduos dominados e, por outro, pessoas que não sentem prazer em respeitar as regras. Nesse tipo de ambiente social toda lei é pouca e há a crença de que só com a repressão é possível conseguir alguma ordem!
Você já parou para pensar se as regras na sua casa (seja você pai ou filho) são claras? E como foram estabelecidas as regras? Unilateralmente ou com a participação democrática de todos os membros, inclusive os filhos?
E na escola, quem sabe as regras que a regulam? Os estudantes sabem e participam da elaboração do seu regimento? Faz parte das atividades escolares conhecer as leis que regem nosso país?
Se as respostas foram negativa (e, provavelmente, foram), pense: como pessoas forjadas na ditadura da ignorância das regras, podem ser cidadãos construtores de democracia?
Assim, concluímos que, se quisermos ser bons jogadores, a primeira coisa a fazer é conhecer as regras do jogo, não é?
Vamos ver este assunto na próxima postagem: fundamentos legais da gestão participativa no Brasil.
Até lá!
domingo, 24 de maio de 2009
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